Primeiramente, vamos imaginar que a Doceria da Nice continuou fazendo um tremendo sucesso, mas que o crescimento começou a trazer alguns problemas operacionais: com o aumento das encomendas, as dificuldades com o processo de entrega dos brigadeiros também cresceram na mesma proporção. Muitas pessoas que moram muito longe da casa de Nice começaram a fazer pedidos de brigadeiros, e ela não tem como entregar os brigadeiros em todos os lugares. Mesmo quando é possível entregar, o custo de entrega é alto e é necessário cobrar um adicional de entrega por pedido para compensar os custos do transporte.
Para resolver estes problemas a Nice definiu algumas regras de negócio relativas à forma e ao custo de entrega dos pedidos, como podemos ver abaixo:
- pedidos de pessoas que residem acima de 20 km da casa da Nice não serão atendidos, a não ser que a pessoa se disponha a buscar o pedido
- para os pedidos aceitos e que serão entregues pela Nice, as seguintes regras serão adotadas:
- para distância até 1 km a entrega será grátis, de bicicleta, se a quantidade for menor que 200 brigadeiros
- para distância até 20 km a entrega será feita por motoboy, com taxa de entrega de R$ 10,00, se a quantidade for de até 500 brigadeiros, ou se a entrega for à noite
- para distância até 20 km a entrega será feita por taxi, com taxa de entrega de R$ 20,00, se a quantidade for superior a 500 brigadeiros, ou se estiver chovendo
- se o cliente não concordar com as taxas de entrega, ou não puder buscar os brigadeiros, o pedido não será aceito.
- A D.Creusa continuará sendo atendida em qualquer situação (a Nice é eternamente grata a ela por tê-la incentivado a entrar no ramo dos brigadeiros!), ou seja, ela será atendida mesmo se morar a mais de 20 km da casa da Nice, não pagará a taxa de entrega, e nunca será atendida por bicicleta.
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Agora, a título de exercício, imaginem se a Nice resolvesse ter um número maior de tipos de cliente, ou outras formas de entrega. Fica evidente o aumento no tamanho, complexidade e dificuldade de manutenção deste modelo de processo, e que a evolução e manutenção do modelo ficará cada vez mais difícil. Começaram a perceber porque a modelagem da lógica do negócio através de modelos de processo pode resultar em modelos que são impossíveis de serem manejados?
No próximo post vamos apresentar a solução deste problema, usando a modelagem de decisão para tornar este processo mais simples e mais fácil de ser modificado e, por consequência, mais ágil. Enquanto isto, mandem seus comentários e apontem os eventuais erros de modelagem (não sou CBPP!) e melhorias possíveis neste processo.
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Para conhecer mais sobre o Modelo de Decisão, e como ele pode ajudar as organizações a tornarem seus processos mais ágeis, visite o site da Centus e acesse dezenas de artigos, apresentações e webinares sobre modelagem de decisão e arquitetura corporativa.
