O processo parece simples: a Nice recebe o pedido do Cliente, verifica sua validade e decide se aceita ou não o pedido. Se o pedido for aceito, ela calcula o preço, fabrica o pedido, entrega e recebe o dinheiro. As regras de negócio que serão modeladas são as seguintes:
- exceto para a D. Creusa, todos os pedidos devem passar por uma análise de viabilidade
- para a D.Creusa os pedidos são sempre atendidos, e o preço é R$1,30/brigadeiro
- para os demais clientes, o prazo de entrega é de pelo menos 1 dia, a quantidade deve ser entre 100 e 1000 brigadeiros, e o cliente, se já comprou anteriormente, deve ser bom pagador, e se não comprou, deve ser indicado; para estes clientes o preço é R$1,60/brigadeiro
Vamos ver, então, como fica este processo quando nós o modelamos usando a notação BPMN:
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Mas por esta sequencia é necessária? Não poderíamos fazer as mesmas perguntas em qualquer sequência (por exemplo, verificando o prazo de entrega ANTES de verificar a quantidade do pedido)? A resposta é SIM! A sequência das condições para decidir a aceitação ou não do pedido é irrelevante. Na prática, esta imposição de uma sequência específica, desnecessária, é uma das principais desvantagens do uso de modelos de processo para descrever a lógica dos negócios. O Modelo de Decisão elimina esta deficiência!
Outro ponto de atenção é o uso de regras de negócio para indicar a fórmula de cálculo do valor do pedido. Esta é uma prática bastante comum, mas ela não muda o fato de que o uso de regras de negócio não elimina a expressão da lógica do negócio através de atividades e gateways espalhados pelo processo. Em resumo, mesmo usando regras de negócio, a lógica do negócio continua "enterrada" no processo, difícil de ser mantida (mais sobre isto no próximo post) e compreendida, sem a simplificação prometida.
Através da aplicação dos conceitos da modelagem de decisão, o processo é significativamente simplificado, e a lógica para decidir a aceitação ou não do pedido, e o cálculo do valor do pedido, são modelados como tarefas de decisão (um tipo de tarefa BPMN 2.0 normalmente associado a tabelas de decisão):
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Mas, vocês devem estar se perguntando, onde estão as Regras de Negócio, ou seja, os valores das condições e os valores da conclusão de cada Família de Regra? A resposta é simples: elas estão em um outro tipo de artefato do Modelo de Decisão, as Tabelas de Família de Regra. No diagrama acima temos quatro Famílias de Regras e, portanto, teremos quatro Tabelas de Família de Regra:
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Para o cálculo do valor do pedido precisamos modelar uma nova decisão, chamada "Calcular Valor do Pedido", com as respectivas Tabelas de Família de Regra:
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Notem que não precisamos definir novamente como determinamos o "Tipo do Cliente", pois esta Família de Regra já foi definida anteriormente (na realidade, nem precisaríamos mostrar a Família de Regra "Perfil do Pagador" no diagrama). Isto demonstra como a modelagem de decisão possibilita e estimula o reaproveitamento dos modelos e das regras de negócio associadas de forma natural, o que não acontece quando modelamos a lógica do negócio através de modelos de processo.
No próximo post vamos explorar o que acontece quando a Nice resolve adicionar um conjunto de regras de negócio para tratar da lógica de entrega dos pedidos de brigadeiro.
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Para conhecer mais sobre o Modelo de Decisão, e como ele pode ajudar as organizações a tornarem seus processos mais ágeis, visite o site da Centus e acesse dezenas de artigos, apresentações e webinares sobre modelagem de decisão e arquitetura corporativa.
(*) Para aqueles leitores certificados BPMN (eu não sou!): se houver algum erro na notação ou na modelagem, favor me avisar através do email info@centus.com.br









